Portefólio gráfico - Resumo

20 agosto 2009

Metodologia Projectual

10 março 2008

Projectar é uma atitude inerente ao Design que implica sermos sensíveis aos Problemas que surgem no nosso quotidiano, e aplicarmos a nossa experiência na Solução dos mesmos.

Os Problemas nascem da necessidade do Ser humano se sentir integrado no seu meio ambiente de uma forma confortável. Ou seja, a Humanidade construiu desde os seus primórdios, objectos que tinham como função primordial facilitar o nosso quotidiano.

O conceito do Design implica ainda que esta função facilitadora do objecto seja acompanhada de uma forma agradável, que acompanha determinados padrões estéticos socialmente aceites.

Para a Solução de qualquer Problema foi criado um Método, uma organização de ideias aceite pela sua eficiência, que se pode aplicar tanto numa perspectiva rigorosamente científica, como da forma mais casual no dia-a-dia, seja para confeccionar um prato saboroso, como para escolher a roupa que vestir naquele dia em específico.

Torna-se pois necessário estabelecer todos os Componentes do Problema, ou seja, todos os pormenores que o caracterizam como os seus objectivos, o seu público-alvo, a ergonomia implícita ao objecto, materiais e metodologias inerentes.

Definir concretamente o Problema ajuda na triagem de Ideias nascentes, ao que se segue uma Recolha de Dados e respectiva Análise. Esta etapa do Projecto é fundamental na edificação do conhecimento do que já existe, não só em termos histórico/cronológicos, como na actualização e introdução de novos materiais (quando tal se aplica), na recuperação de antigas metodologias (que pela sua simplicidade se revelavam mais eficientes), ou ainda na observação dos mecanismos biológicos na sua interacção com a Natureza – a Biónica – que permitem uma adequação simbiótica dos objectos com o seu objectivo.

Por vezes, o Design de um objecto, pode implicar antes um Redesign. Em vez da criação de algo totalmente novo retorna-se à utilização de formas ou “fórmulas” que são comprovadamente e naturalmente eficazes. O Círculo/a Esfera é disso exemplo – tanto em termos estético/formais, como em termos funcionais é uma forma/objecto que resulta; tanto é belo como económico.

Após a Análise dos dados recolhidos, a Ideia inicial sofre uma maturação que lhe acrescida pelo conhecimento adquirido. Abre-se então espaço para a Criatividade, processo esse que oferece ao Projecto o seu potencial de diferenciação, de único.

A aplicação da Criatividade gera uma definição mais concreta em termos de Materiais e Metodologias a utilizar, surgindo a necessidade de uma nova recolha de informação relativa a este tema. Numa época em que as questões ambientais estão na ordem do dia, esta é uma etapa particularmente sensível, pois há que ter em conta, não só as possibilidades de Reciclagem e Reutilização, e Necessidades de Manutenção do objecto de Design, mas também a componente ambiental da Produção do mesmo, tornando-se deveras importante optar por métodos produtivos que utilizem Energias Renováveis e menos poluidoras.

A Experimentação pode trazer melhorias significativas ao objecto. É através dela que vamos testar a utilização do mesmo, e resolver qualquer problema que surja tanto em termos funcionais como estéticos, aprimorando assim o Projecto. Não sendo uma etapa crucial, pode trazer resultados muito satisfatórios, e impedir o surgimento de novos problemas.

Após a reunião de toda a informação, e de aplicada a Criatividade, surge o Modelo que é já o resultado de uma depuração, um vislumbre da Solução, onde se testa a possibilidade real de uso do objecto. Este Modelo é sujeito então a uma Verificação, processo pelo qual se observa o desempenho do objecto criado, junto do seu público-alvo, avaliando-se e comprovando-se, ou não, a sua eficiência e eficácia. É nesta etapa que “limam as arestas” do Projecto, introduzindo correcções, quando necessárias.

Por fim, elabora-se o Desenho Técnico ou Construtivo, que utiliza uma linguagem de traçado clara e estandardizada, e que reúne em síntese todos os componentes do Projecto de Design, apresentando-o como Solução.

Exposição Individual em Loures

14 fevereiro 2007

Copas - Exposição Indiv. no SPGL - FLORESCIMENTO

06 dezembro 2006


A Transformação através da receptividade do Amor!

Copas - Exposição Indiv. no SPGL - DOIS de COPAS


COPAS. Coração. Graal interior. Água. Yin. Sentir. Conter. Receber. Receptáculo. Amor.

Copas - Exposição Indiv. no SPGL - DEZ de COPAS


“A Fonte inesgotável passa por ti. Já que tens acesso a essa Fonte, podes oferecer Água à tua vontade.”

A Beleza Profunda do Raku

04 dezembro 2006

O Raku é uma técnica de cozedura e pós-cozedura de peças cerâmicas que envolve uma "queima" das peças em materiais ancestrais (usando barro, palha, madeira, etc.). Estas são retiradas do forno incandescentes (a cerca de 1200ºC no máximo) com a ajuda de pinças, e são colocadas em baldes cheios de serradura e papel que automaticamente ardem e queimam. O choque térmico produzido e a queima destes materiais específicos, junto com vidros com que tenham sido decoradas as peças geram um brilho muito característico e quase exclusivo do Raku. Caso contrário, se a peça não estiver vidrada, depois de sair da serradura fica normalmente completamente negra.
Após todo o processo as peças são imersas em água fria para as libertar dos materiais químicos da combustão, e que também contribui para a variedade de resultados produzidos.
O Raku é uma porta aberta à criatividade, pois o ceramista nnão domina por completo o resultado desta queima.
No Japão as peças de Raku são muito apreciadas, sendo-lhes atribuido uma sacralidade advinda do seu uso no ritual do Chá. As peças são habitualmente produzidas por Mestres que envolvem as suas peças num sentimento de kokoro - o equilíbrio, o alinhamento...


Esta é uma técnica muito antiga vinda do Oriente mas já é usada há muito por artistas ocidentais, e de todo o Mundo.

Exposição Indiv. Loures - Algumas Peças

"Quando os dias são Alegres e as noites metem medo"

Exposição Individual em Loures


Suspiro. Inspiro. Expiro. Respiro. Olhos cerrados, no método de entrada. Pensamentos galopantes, que engolem às golfadas as vitaminas da imaginação; e crescem vigorosos, conformam-se em sonhos, que se expandem na palavra, e em ar, e em invisível. Pensamento feroz.

A Morte e o Design: o toque...

15 novembro 2006

Experimentei mergulhar numa cerimónia do chá... sentir o volume do líquido percorrer a garganta.. sentir o arrepio do quente que toma o corpo.. Beber chá é algo que podemos fazer todos os dias, a toda a hora... mas qual o seu significado?

Existem uma série de actividades diárias, rotinas que se sucedem umas às outras, e que com a repetição vão cansando o espírito..

O espírito vejo-o como a um órgão sensível.. é sensível aos estímulos do quotidiano, enquanto para eles olharmos com concentração... mas o espírito também adormece facilmente, quando nos entregamos à rotina, e deixamos ligado o piloto automático, nas nossas vidas.

Mas quando bebemos o chá num ritual, a banalidade é subtraída à densidade aquosa, e cada gota representa um estado de perfeição atingido, ainda que idealmente, transportando o espírito ao domínio do ser completo, daquele ser que sabe também que não é... Os rituais são poços de profundidade que permitem encher a nossa vida de pequenos nadas, que completam os ‘tudos’, e lhes dão sentido..

A Morte é uma incógnita envolta em rituais, porque perante ela só um estado de respeito é possível.. no entanto ela acarreta em si uma possibilidade... um estado de alquimia que permite que os diversos corpos que transportamos, na nossa reaprendizagem, se regenerem, se reencontrem com a sua essência, e que encontrem desta forma, energias plausíveis de representar um início... um novo ciclo, que tem a beleza das páginas em branco, da possibilidade de um risco sair solto, livre, com espaço para seguir um caminho sólido, mas subtil..

Esta temática traz consigo a mais intrigante e estimulante faceta da criatividade humana; as construções mais elaboradas do espírito são tecidas em seu torno, desenvolvendo-se um rol de conjunturas, que pretendem atenuar o habitual medo do desconhecido. O homem perante aquilo que desconhece age, irracional.. perde-se num berço, e numa procura de segurança.
(2000)